O excesso de chuva nas minhas palavras não deixaram espaço para o céu azul. Não sei porque insisto tanto nesse fundo estrelado, quando na verdade está tudo cinza. O vento da mudança está leve, para outras pessoas chega a ser encantador, mas eu não gosto da forma como ele trás pétalas de tulipas vermelhas, espalhando-as por toda parte, me obrigando a lembrar de algo que deveria ser eterno.
Há muita tempestade nesses pequenos espaços entre palavras. Gritos. Palavrões. Amor.
E no meio de todo esse temporal de pétalas vermelhas, eu rezo para que um raio caia bem na minha cabeça, para que me parta ao meio e leve o que há dentro de mim. São medos demais, dores demais, tempestades demais. Talvez eu precise me basear em outra vida pra escrever, porque aqui... chove demais.
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