sexta-feira, 3 de agosto de 2012


Você fica de cara cheia pra achar a vida o máximo, faz amizade com a cidade inteira em uma noite sem roteiros, beija  mil bocas tentando saciar seu desejo, mas no fim de tudo, volta pra mim.
Você vai a procura do rock n' roll em cantos desconhecidos, atua como o cara "sem sentimentos" e demonstra mais aconchego em uma rodinha punk ao invés de um colo com carinho, mas quando o sol chega com a realidade, você volta pra mim.
E eu nem sei por que você insiste tanto em ir, se sabe que a vida só se torna bonita quando seus pés e suas mãos se encontram entrelaçados aos meus. Quando estamos "pele à pele" sem medos embutidos em pedaços de pano. Quando somos só eu e você.
E vai ser triste quando a noite acabar, e meu colo estiver ocupado com algum amor sem nome ou endereço.
E vai doer quando você perceber que perdeu a menina boba que cancelava as farras de sexta pra ficar com você porque sua vó não pode ficar sozinha, e sua mãe saiu pra testar o kama sutra em cada motel do Rio de Janeiro.
E eu já vou estar longe, porque eu não sei esperar por ninguém. Não sei ficar parada enquanto você vai caçar beleza em cada droga que aparecer na tua frente.
Como nas vezes em que você chegou atrasado no nosso encontro e não me encontrou no lugar combinado, porque eu já havia saído pra ver a vida andando enquanto você estava atrasado pra entrar na minha.
Tenho medo de ir, mas tenho mais medo ainda é de ficar empacada como segunda opção.
Sou grande, sou tempestade... e você não passa de um copo d'água.

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