segunda-feira, 16 de julho de 2012

Essa deve ser a 5ª vez que venho ao mundo.
E não importa quantas vezes eu tenha que fazer isso, é sempre como se fosse a primeira vez.
Um ciclo maldito, doloroso e até vicioso. Um Ouróboro, um começo a partir do fim.
É entrar numa floricultura, viajar no meio de cores e cheiros, esperando que algum aroma seja melhor que o seu.
É não saber mais sentir as coisas. 
É não procurar você em cada ponto de ônibus.
É não esperar que, sei lá porquê, a próxima ligação possa ser sua.

Queria descobrir que ainda não estou na próxima vida, e que tudo não passou de um coma. 
Tá escuro aqui, e eu ainda não encontrei a tal luz no fim do túnel.

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