domingo, 22 de julho de 2012

Sempre quase.

O frio na barriga durava até você chegar, e depois um estranho formigamento percorria todo o meu corpo.
A declaração foi grande, mas o que rolou foi um quase-beijo.
Nunca fomos muito românticos, mas todo dia de manhã, havia uma mensagem.
A gente disfarçava o encanto, negava o bem do nosso quase-amor.
Arrastamos nossa quase-amizade por 3 meses, e passamos o mesmo tempo no nosso quase-amor.
E foi tão bom quanto.
Beijos e carinhos agora eram completos, e a vontade de amar era grande, nós éramos quase-perfeitos.
Você nunca foi um príncipe, e princesas não tocam guitarra ou encomendam tinta de cabelo colorido.
Mas era um quase-conto-de-fadas, e nós tivemos um quase-final-feliz.
Começamos com um quase-beijo e terminamos com um quase-beijo.
Fomos quase-namorados, e agora somos quase-amigos.
Quem sabe um dia criamos coragem para deixar de ser quase?

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