quinta-feira, 14 de março de 2013

De tanto correr pra longe, terminei no mesmo lugar. Foram meses silenciando lágrimas que me faziam gritar por dentro. Mas não adianta, sou como uma bomba, sempre prestes a explodir... a jogar pra fora toda mágoa guardada durante meses, palavras que julguei chulas mas que tanto me fizeram adoecer. 
Sentei no banco do ponto de ônibus, como na primeira vez. Olhava para as pessoas em minha volta sempre me perguntando se elas também sofriam por amor, se elas também sabiam o que era sentir o coração sendo esmagado, jogado fora. 
Sozinha ali, chorei. Chorei por tudo o que aconteceu e pelo o que não aconteceu. Chorei por nosso amor, chorei por mim, chorei por tudo ser sempre tão complicado e porque amar é uma merda. 
Porque ninguém nunca me deu um manual de instruções pra me ensinar a lidar com isso. Porque esperei por você, como na primeira vez, mas você não veio.
Tento interpretar isso como um sinal e com isso ganhar coragem pra ir embora... mas ir embora é triste demais. Abandonar nossa história é triste demais. 
E aí você volta... não pra me ver, não pra me ajudar, aliás, você nem esperava me encontrar. 
Eu segurando meu coração e dizendo tudo o que tem me sufocado e você, como sempre, achando que é brincadeira e me dizendo palavras bobas, falsas, que eu sempre acredito.



Eu infelizmente sempre acredito. 

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